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Transporte urbano sem passageiros e na pindaíba

Por Antonio Ferro dia em Notícias

Transporte urbano sem passageiros e na pindaíba
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De acordo com a entidade, seu anuário também revela que somente nos últimos seis anos, de 2013 a 2019, o número de passageiros transportados caiu 26,1%

Os sistemas de transporte coletivo urbano do Brasil padecem há muito tempo da falta de investimentos que visam suas melhorias. A crise vivida pelo setor é pauta do novo Anuário NTU 2019-2020, publicado recentemente, e que aponta uma perda diária de 1,2 milhões de viagens realizadas por passageiros pagantes, no cálculo para todo o país, o equivalente a uma queda de 3,7% da média de viagens (288,3 milhões) dos meses de abril e outubro do ano passado, em comparação com os mesmos meses de 2018.

Tal informe integra a série histórica realizada há 26 anos pela NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos), com base nas informações de nove grandes sistemas de ônibus urbanos do país, que juntos representam cerca de 35% da frota e da demanda total de coletivo urbano no Brasil: Belo Horizonte-MG, Curitiba-PR, Fortaleza-CE, Goiânia-GO, Porto Alegre-RS, Recife-PE, Rio de Janeiro-RJ, Salvador-BA e São Paulo-SP. "O transporte público é um serviço essencial para o funcionamento e a qualidade de vida nas cidades, além de ser também um direito social definido pela Constituição Federal. O Anuário traz o cenário da pré-pandemia, que revela o agravamento da crise que já existia no setor", observou Otávio Cunha, presidente-executivo da NTU.

De acordo com a entidade, seu anuário também revela que somente nos últimos seis anos, de 2013 a 2019, o número de passageiros transportados caiu 26,1%. Isso agravou o quadro registrado anteriormente - entre 1994 e 2012 a redução verificada foi de 24,4%. Nesse contexto, a oferta do serviço também chama a atenção. O estudo mostra que houve um aumento de 0,9% da oferta de transporte público por ônibus em 2019 em relação ao ano anterior, apesar da redução das viagens de passageiros pagantes. "É urgente a proposição de novas alternativas para promover a sustentação dos contratos, principalmente a diversificação das fontes de financiamento. Não existem condições para a manutenção de um modelo de financiamento sustentado por recursos oriundos exclusivamente da receita tarifária. A pandemia confirmou isso", reforçou Otávio.

A NTU ressalta que parte do caminho a ser reconstruído passa pela elaboração de um novo marco regulatório para o setor, pela mudança das políticas de custeio do serviço e financiamento de insumos, tecnologia e infraestrutura, e que o Governo Federal assuma o papel de indutor da Política Nacional de Mobilidade Urbana. Segundo ela, somente a partir dessas mudanças será possível garantir, num primeiro momento, a sobrevivência desse serviço, e, no médio e longo prazos, assegurar melhor qualidade e produtividade.

Para acessar o anuário, clique https://www.ntu.org.br/novo/upload/Publicacao/Pub637375719747836003.pdf

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