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Remédio amargo

Por Antonio Ferro dia em Conexão Mobilidade

Remédio amargo
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O negócio envolve a participação do Brasil, pois a maioria dos veículos serão produzidos aqui. E, conforme já dito neste espaço, a iniciativa chilena poderia servir de exemplo para as cidades brasileiras

O governo chileno anunciou há pouco tempo uma renovação da frota de ônibus urbano de Santiago, capital, considerada uma pré-aquisição antes da licitação que deverá ocorrer no ano que vem e que envolverá a compra de até 3.200 unidades.

Logo mais, 490 ônibus a diesel e 200 veículos com tração elétrica substituirão as unidades mais antigas. A meta é iniciar a redução das emissões poluentes no curto prazo na cidade que sofre há muito tempo com os efeitos negativos da poluição causada pelos sistemas de transporte.

A renovação emplaca dois aspectos. O uso de ônibus elétricos, 100% a baterias, é uma opção inovadora para se alcançar a sustentabilidade ambiental. Porém, outro fato chama a atenção. Nos modelos movidos a diesel, a grande novidade é a chegada dos propulsores que atendem a Norma Euro VI, contexto utilizado apenas na Europa ou na similaridade pela normativa norte-americana.

O negócio envolve a participação do Brasil, pois a maioria dos veículos serão produzidos aqui. E, conforme já dito neste espaço, a iniciativa chilena poderia servir de  exemplo para as cidades brasileiras, pelo menos os grandes centros urbanos que têm como inimiga a poluição.

Entretanto, o País decidiu pela norma Euro VI apenas em 2023, um caminho um pouco distante alegado para o desenvolvimento de tecnologias dos propulsores. Questionável isso. A cidade de São Paulo deveria ser a Santiago brasileira, saindo na frente como laboratório de testes da tecnologia. Já seria um bom alvitre.

Voltemos ao caso do Chile. Podemos supor que o governo local dará suporte financeiro à modernização da frota, afinal, novas tecnologias causam impacto nos custos de um sistema de transporte, ainda mais naquele mantido simplesmente pelas tarifas.

Quando apresentadas, as inovações causam certos arrepios aos operadores em virtude dos investimentos extras que deverão ser aplicados. É compreensível essa questão, mas não pode ser a única resposta se queremos ver a evolução e o combate aos poluentes.

Não podemos ver a norma Euro VI como algo assustador, que implica negativamente a operação e a rentabilidade do negócio. O remédio é amargo, deve ser administrado com bom senso e o apoio governamental é fundamental para a propagação dos novos conceitos. A união de esforços é essencial e todos os envolvidos com o segmento do transporte devem se comprometer com o meio ambiente e com o bem-estar das pessoas.

Imagem - Reprodução Transantiago

 

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