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Homenagem da Marcopolo à Revista AutoBus

O trólebus na vez da mobilidade

Por Antonio Ferro dia em Notícias

O trólebus na vez da mobilidade
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A cidade norte-americana de São Francisco, por intermédio da agência de trânsito local (SFMTA), ressalta a importância da operação de trólebus em seu sistema de transporte coletivo

O transporte coletivo urbano feito pelo ônibus em países de primeiro mundo recebe uma devida atenção por parte das autoridades municipais. Com isso, os sistemas sempre contam com o respaldo público para manter sua qualidade e poder proporcionar o equilíbrio da sustentabilidade econômica e ambiental. Tal aspecto revela o compromisso quanto ao desenvolvimento planejado, tendo como metas vantagens e benefícios aos habitantes das cidades. Vê-se um envolvimento por parte do poder público com a causa do bem-estar, diferentemente do caso brasileiro onde o transporte é taxado como produto de segunda linha, embora muito se fala em mobilidade e suas consequências nas vidas das pessoas. Nossos desafios ainda são enormes frente a nossa condição urbanística.

No tocante a sustentabilidade ambiental promovida pelo transporte, um caso recente chamou a atenção deste editorial. A cidade norte-americana de São Francisco, por intermédio da agência de trânsito local (SFMTA), ressalta a importância da operação de trólebus em seu sistema de transporte coletivo. Comprometido a operar somente ônibus elétricos até 2035, o município opera a maior frota de trólebus dos Estados Unidos e já adquiriu mais 185 novos veículos com 12 metros de comprimento (XT40 da New Flyer), trazendo a tecnologia In Motion Charging (IMC) da empresa Kiepe Electric. Os veículos possuem um banco auxiliar com baterias que são recarregadas enquanto o ônibus está em movimento e permitem a operação sem a infraestrutura aérea por vários quilômetros. Com essa tecnologia, os ônibus podem operar o dia todo e não precisam ser estacionados enquanto as baterias estão sendo carregadas.

Trata-se de uma inovação bem interessante, onde o que conta é a operação bem sucedida e ao mesmo tempo livre as emissões poluentes. Tal recurso, segundo a Kiepe, resulta em menor consumo de energia, aceleração mais rápida, mesmo em ruas escorregadias, e a redução de ruído e vibração, com menor desgaste e custo de manutenção. "Esta é a última parte de um programa realmente abrangente para melhorar nossa frota de veículos. Apreciamos as vantagens da nova geração de ônibus, com suas baterias mais potentes e confiáveis para as nossas operações diárias", destacou Julie Kirschbaum, diretora da SFMA.

Aqui no Brasil já tivemos uma rede de trólebus de boa proporção. Porém, com o desinteresse do poder público, hoje o modal está consolidada apenas na cidade São Paulo, com uma infraestrutura que abrange o sistema local e metropolitano.

Imagem - Klaus P. Canavan

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