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De olho na América Latina

Por Antonio Ferro dia em Conexão Mobilidade

De olho na América Latina
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A indústria chinesa de ônibus tem bons motivos para olhar a região como um filão de mercado a ser explorado ainda mais nos próximos anos

O segmento de transporte coletivo na América Latina é visto com bons olhos pelas fabricantes chinesas de ônibus. Já há algum tempo tem havido uma abertura de mercado na região para algumas marcas e seus modelos desenvolvidos para os nichos urbano e rodoviário. Como conhecido, o apetite chinês é ávido por negócios que contemplem uma extensa rede de clientes pelo mundo a fora e não seria diferente com os países latino-americanos.

Na área da mobilidade, a indústria chinesa tem demonstrado, nos últimos anos, um expressivo desenvolvimento tecnológico capaz de conquistar mercados até então fechados para seus produtos. No caso da tração elétrica, a evolução foi tanta que no setor de ônibus as fabricantes do país asiático têm apresentado um domínio pela matéria, sendo que mais de 90% dos ônibus elétricos a baterias do mundo estão em operação na China. Após mostrar forças em casa, chegou a vez de ultrapassar fronteiras e há poucos anos a Europa e os Estados Unidos foram novas conquistas mercadológicas.  

Recentemente, alguns países da América do Sul se tornaram clientes das marcas made in China com seus ônibus elétricos 100% a baterias. Brasil, Chile e Colômbia já contam com veículos em seus sistemas de transporte coletivo urbano (quase 500 unidades). Além da mobilidade urbana, o Chile ainda faz provas com ônibus rodoviários movidos a baterias, mais uma prova do ânimo chino para a obtenção de novos mercados.

Do sul para o norte. A capital mexicana também terá ônibus elétricos com selo da China. Serão 40 trólebus a serem fornecidos pela marca Yutong para o corredor zero emissões do eixo central da Cidade do México. Os veículos, todos de última geração, ainda contarão com sistema auxiliar de tração composto por baterias capazes de promover uma autonomia de 60 quilômetros sem a necessidade da rede aérea.  

Na lógica da globalização, os chineses estão fazendo sua lição de casa. Por ter o poder da negociação e do suporte financeiro vindo de seu governo central, a China tem a capacidade de ampliar sua presença em diversos mercados e áreas comerciais oferecendo produtos de última geração, principalmente em termos de mobilidade. Esse aspecto assusta a indústria brasileira do ônibus? Quais serão as estratégias para continuar ainda mais competitiva frente aos adversários? Afinal, as fabricantes aqui instaladas dominam por muitos anos o comércio com os países da região que utilizam o modal em seus sistemas de transporte coletivo.

Ficam as perguntas para quem se dispor a olhar essa competição de mercado de maneira salutar e capaz de proporcionar uma transformação de conceitos relacionada ao modelo ônibus.

Imagem - Reprodução

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