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Bomba relógio

Por Antonio Ferro dia em Conexão Mobilidade

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A população de bem deve ser sim, muito bem atendida em todos os segmentos, habitação, saneamento, saúde, educação, mobilidade, entre outros

Por Renato Siqueira, diretor do portal Agentes da Mobilidade

Inaugurado no Rio de Janeiro em 2012, o corredor BRT Transoeste surgiu como uma alternativa de deslocamento capaz de melhorar a mobilidade de milhares de pessoas na zona Oeste da capital. Autoridades da época celebravam o feito enquanto os operadores estavam diante de um novo desafio. A prefeitura, por sua vez, responsável pela infraestrutura viária, festejava por ter feito a sua parte. Era apenas o primeiro de quatro corredores a ser entregue e o que parecia ser algo inovador, de fato era um tremendo problema.

Na pressa de entregar a obra e economizar recursos, a primeira decisão equivocada. Construir o piso da via utilizando asfalto foi o começo de uma dor de cabeça que, até hoje, com quase sete anos de operação, nem a dose mais forte de dipirona é capaz de cessar. Afinal de contas, veículos de mais de 20 toneladas e com média de 120 passageiros por viagem por ali circulariam. Em outros corredores, que são o Transcarioca e a Transolímpica, isso não ocorreu, em virtude do uso do concreto como material, o que facilita a manutenção, é mais resistente e tem um caráter ambiental positivo, pois não absorve tanto o calor.

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O custo de segurança e manutenção das estações também foi negligenciado pelo poder público, assim como pelos operadores que não queria assumir a conta face aos investimentos em frota que estavam em curso e a nova modalidade de divisão de receitas com a operação consorciada não garantiria rentabilidade suficiente para arcar com essa nova demanda.

Outros fatores podem ser listados para que hoje, a prefeitura do Rio, na figura do boquirroto Marcelo Crivella vem a publico dizer que é necessária a intervenção no sistema para melhor atender a população. Difícil dizer se esse é o melhor tratamento para curar essa ferida, pois parte da população que deveria zelar pelo BRT, insiste em burlar não pagando as tarifas, depredando estações, muitas vezes de maneira orquestrada por facções criminosas e, justamente, pela ausência do poder público.

A população de bem deve ser sim, muito bem atendida em todos os segmentos, habitação, saneamento, saúde, educação, mobilidade, entre outros. Mas é necessário entender que, enquanto houver o jogo de empurra entre empresários e autoridades, os serviços serão afetados, a qualidade vai ser deteriorada, e o que deveria ser motivo de orgulho para a população carioca como foi durante um bom tempo o sistema transmilênio para o cidadão de Bogotá, capital da Colômbia, se transformou nessa bomba-relógio, que agora está prestes a explodir deixando trabalhadores, estudantes, usuários de bem pagando uma conta que não, necessariamente, lhes pertence.

E preciso que as vaidades e a ganância sejam deixadas de lado para que se encontrem soluções de curto, médio e longo prazos de modo que, o dinheiro investido no sistema BRT do Rio de janeiro, que ainda está por ser concluído possa enfim oferecer a mobilidade eficiente que toda a sociedade carioca de fato merece.  

 

 

 

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