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Alternativa para a mobilidade

Por Antonio Ferro dia em Notícias

Alternativa para a mobilidade
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Um novo modelo de transporte coletivo surge para ajudar a desafogar os deslocamentos nas grandes cidades brasileiras

Passados mais de quatro meses desde que iniciou sua operação, o serviço CityBus 2.0 continua a conquistar novos usuários em sua área operacional, na cidade de Goiânia. De acordo com a operadora que criou essa inovação, o maior incremento foi de abril para maio deste ano, com o aumento de 51% de passageiros transportados. “Implementamos uma série de ações voltadas a precificação nesses dois meses, o que acreditamos ter sido muito positiva e fundamental para a consolidação do serviço. Fizemos ainda uma promoção inédita para serviços públicos de transporte coletivo, o member get member, um desconto por indicação. Consolidamos um crescimento médio de 13% por semana”, avaliou o diretor de transportes da HP Transportes, Hugo Santana.

O CityBus 2.0 (com 35 mil usuários cadastrados em plataformas do Android e IOS) é o primeiro sistema de transporte coletivo por aplicativo de celular da América Latina, reconhecido como mais uma opção viável ao promover uma mobilidade com conforto e rapidez. Com 15 miniônibus, esse serviço percorre 11 bairros do Centro Expandido como os Setores Central, Sul, Oeste, Marista, Bueno, Bela Vista, Serrinha, Nova Suíça, Jardim Goiás, Universitário e Aeroporto, da capital de Goiás.

Desde sua implantação, a área de Inteligência de Mercado da HP Transportes tem aproveitado os feedbacks de clientes nas redes sociais e de motoristas para entender quais os pontos de melhoria do serviço. A operadora tem divulgado vídeos interativos nas redes sociais, e informações em panfletagens e diversos meios publicitários, para que a informação se espalhe por toda a região do centro expandido.

Ainda, segundo informações de Hugo Santana, com a melhoria de rotas e o aperfeiçoamento constante de possíveis falhas, a avaliação do serviço continua com nota de 4,9, numa escala de 1 a 5 estrelas. Dentre os itens mais bem avaliados estão a conduta dos motoristas, que permanece em primeiro lugar, seguido de conforto e limpeza dos miniônibus e rotas e paradas do trajeto. “Acreditamos que esta satisfação do usuário tem se revertido em indicação do serviço a amigos e parentes, o que também tem contribuído para o aumento da demanda”, destacou o executivo.

Outro grande investimento durante a fase de testes do CityBus 2.0 foi na segurança. Os veículos foram equipados com três câmeras, que passaram a garantir mais segurança a seus clientes, motoristas e, também, possibilitar a melhoria contínua do serviço. As câmeras são conectadas à central de monitoramento da HP Transportes. Em situações suspeitas, é possível uma comunição com a operadora por meio de aplicativo de conversa.

Acompanhe a seguir uma pequena entrevista com o diretor da transportadora goiana.

Revista AutoBus - Esse tipo de serviço não concorre com os ônibus da HP?

Hugo Santana - Não. O CityBus 2.0 é um serviço complementar ao transporte público coletivo, desenhado para atender deslocamentos de curta distância. A experiência tem demonstrado que os usuários do serviço vêm dos aplicativos individuais, e outros estão experimentando deixar o carro quando o percurso desejado é atendido pelo serviço. Esses dados são comprovados por pesquisas internas. Como escapar das situações do trânsito congestionado em sua área de operação?

Esse é um dos nossos principais desafios. Infelizmente, temos poucas vias exclusivas na cidade e o CityBus 2.0, mesmo trafegando nessas vias, tem uma redução na velocidade comercial, principalmente nos horários de pico. Mesmo assim, sabemos que se as pessoas começam a agir coletivamente teremos menos carros nas ruas, melhor fluidez no trânsito e menos poluição urbana. A caoticidade do trânsito só será resolvida a partir da priorização do Transporte Público Coletivo por meio de políticas públicas efetivas.

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Hugo Santana

AutoBus - Após mais de 120 dias de operação, ele se mostrou viável economicamente?

Hugo - Ainda não. Um projeto inovador leva, em média, 12 meses para apresentar a sua viabilidade econômica. Mas o que nos mostra que estamos no caminho certo é o incremento semanal de, aproximadamente, 15% no número de novos clientes usando o serviço, bem como a satisfação mensurada ao final da jornada. De 1 a 5 estrelas, estamos com uma média de 4,9. Isso demonstra que as pessoas que utilizam o serviço estão aprovando e recomendando.

AutoBus - Quantos passageiros foram transportados até este momento?

Hugo - Já temos 34 mil clientes cadastrados na nossa plataforma, e o número de novos passageiros utilizando o serviço cresceu 15% por semana.

AutoBus - O CityBus 2.0 trata-se de uma alternativa frente ao desgastado sistema de ônibus urbano. Porém, não seria necessário rever os fatores negativos que comprometem o desempenho dos ônibus, proporcionando-lhes uma nova imagem e um novo conceito de eficiência? Acredito que na visão empresarial da operadora, seu negócio de transporte coletivo teria sucesso se ele encontrasse viabilidade nos serviços por meio da prioridade e da qualidade, correto?

Hugo - A melhoria do transporte coletivo depende principalmente de políticas públicas efetivas que o priorizem e o subsidiem, mas também é necessário que operadores e outros agentes façam a sua parte.

O CityBus 2.0, serviço em teste em Goiânia, é uma solução inovadora criada pela HP Transportes para contribuir com a melhoria da mobilidade na cidade, pois trata-se de um serviço coletivo, regulamentado, vinculado ao contrato de concessão e não tem o objetivo de substituir ou sobrepor o serviço convencional, mas complementá-lo.

Acreditamos que o atual modelo de transporte coletivo deve ser repensado, e o primeiro passo para um longo caminho precisa ser dado. E é isso que estamos fazendo.

AutoBus - Se ao pensarmos em modelos de transporte alternativo ao ônibus, não corremos o risco de desmontar uma rede que pode contribuir com o desenvolvimento urbano? Ao optarmos por veículos de menor porte, não criamos uma situação negativa que tende a aumentar ainda mais o congestionado trânsito, com um maior volume de veículos nas ruas?

Hugo - Em Goiânia temos um serviço metropolitano que atende a população com uma ampla rede de serviços totalmente integrada, mas a demanda de uma linha alimentadora ou de uma microrregião não é a mesma de um eixo estruturante, por isso acreditamos que os serviços coletivos, desde que regulamentados/autorizados pelo poder concedente, podem ser ofertados por veículos de menor capacidade. O trânsito é impactado por veículos individuais e o coletivo é a solução para resolvermos o congestionamento nas vias urbanas. O CityBus 2.0, hoje, já contribui para a retirada de aproximadamente 700 veículos individuais das ruas diariamente.

AutoBus - Não seria mais lógico pensar no CityBus 2.0 como um modelo complementar a uma rede de corredores, com prioridade aos ônibus, onde essa alternativa seria utilizada para distribuir os passageiros em áreas dos grandes terminais?

Hugo - Como já foi dito, o CityBus 2.0 é um serviço sob demanda, cujo conceito está sendo testado e, acreditamos que deve ser uma ação de muitas que deverão vir para reestruturar todo o serviço.

Imagens - Divulgação

 

 

 

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