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Um combustível considerado de 3ª. geração extraído do etanol e compatível com os motores existentes e a infra-estrutura de distribuição, produto caracterizado pela inexistência de enxofre e com características de combustão iguais ou melhores que o diesel proveniente do petróleo, foi testado recentemente em bancada por uma das mais tradicionais marcas de veículos comerciais do Brasil. A Mercedes Benz em parceria com Amyris Brasil, subsidiária da Amyris Biotechnologies, Inc., empresa norte-americana, realizou em seu laboratório testes com a inovação que promete ser um dos grandes trunfos para a redução dos poluentes emitidos por motores de combustão interno. De acordo a montadora, foi utilizado um tanque de combustível com 90% de diesel comercial de algumas áreas metropolitanas (o S50) e 10% do novo diesel (a partir de fevereiro novas proporções de mistura serão testadas) e a redução obtida nos índices de poluição foi de 9% nas emissões de material particulado, sem aumentar em nada as emissões de NOx – Óxido de Nitrogênio. Gilberto Leal, gerente de Desenvolvimento de Motores da Mercedes-Benz do Brasil, confia na larga utilização futura desse novo biocombustível, se mostrando como uma alternativa interessante, pois não exige uma modificação na estrutura da frota atual. “Nos ensaios comparativos, em bancada, todos os parâmetros de controle do motor permaneceram exatamente iguais. O diesel da cana será certamente uma opção a mais no uso de combustíveis alternativos em motores”, disse. Quanto a questão das emissões de CO2, a Mercedes Benz informou que os índices ainda estão em análise, pois trata-se de um trabalho complexo que requer um estudo do processo inteiro, desde o plantio até a entrada do caminhão ou ônibus com esse combustível nas estradas.
03/02/2010 |
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