Mobilidade congestionada

O jornal colombiano La Republica, em sua versão digital, divulgou recentemente uma matéria destacando que Rio de Janeiro, Bogotá e Belo Horizonte são as cidades sul-americanas que mais provocam a perda tempo nos deslocamentos de seus habitantes. Tal constatação foi apresentada pelo sistema Numbeo, base de dados que contém informações sobre cidades e países.

Segundo o texto, um morador carioca gasta em média para ir ao trabalho ou ao estudo 54 minutos. Para uma distância de 16,32 quilômetros, sendo a pessoa se locomovendo por ônibus, o tempo gira em torno de 44,5 minutos. Se for de automóvel, essa mesma pessoa percorrendo 21,69 quilômetros, gasta 55 minutos. Em Bogotá, o tempo médio de deslocamento é de 49,5 minutos.

A reportagem só reforça algo bem conhecido no nosso cotidiano urbano que se chama mobilidade e suas variáveis. Temos aquela que é feita pelo transporte motorizado individual, pelo transporte público e também pelo não motorizado. Hoje, a tecnologia e as plataformas digitais estão no mercado como uma das soluções que buscam promover sistemas de transporte orientados pelos deslocamentos mais rápidos. Não é fácil, pois o excesso de veículos nas ruas, a expansão das grandes cidades em um ritmo bem veloz e a carência por sistemas de transporte público qualificados são desafios muito expressivos para aplicativos e recursos com os fins específicos.

Sabemos que a tecnologia, unilateralmente, não é capaz de resolver os problemas da mobilidade. É preciso um conjunto de fatores para alcançarmos eficiência nos modelos de transporte, como a modernização dos sistemas de ônibus urbanos, sua priorização e integração a outros modais de maior capacidade (sistemas sobre trilhos) e com os modelos não motorizados. A sustentabilidade ambiental é um apelo bem favorável ao ônibus, mais uma característica a favor da remodelação ao modal.

Os cidadãos urbanos querem eficiência em sua mobilidade. Rapidez é uma palavra chave nestes tempos de alta velocidade nas informações, tomadas de decisões e escolhas. E os sistemas de transporte coletivo (ônibus) precisam ser aperfeiçoados e competitivos para que seu rendimento e produtividade se transformem em um bem comum à vida das pessoas, que valorizam demais seus preciosos tempos.

Imagem – Reprodução Jornal La Republica