Motorização dianteira e transmissão automática Allison

Alguns elementos podem promover ao chassi de ônibus urbano com motorização dianteira uma certa modernidade. É o caso da transmissão automática Allison T270 (equipada com retarder para prolongar a vida dos freios) presente no modelo OF 1621 da Mercedes-Benz. Tal veículo foi pensado para o mercado argentino de ônibus urbano. Para a fabricante da tecnologia, os condutores da atualidade, menos familiarizados com modelos manuais, se veem beneficiados com as versões totalmente automáticas, que são mais fáceis de operar. Mesmo os mais experientes se beneficiam de um manuseio mais preciso e seguro, com maior conforto.

Outro quesito observado é que sua transmissão automática utiliza o conversor de torque para transferir a potência e o torque do motor para as rodas, requerendo somente trocas periódicas de fluidos e filtros para manter o máximo rendimento. No caso das caixas manuais e as automatizadas, elas dependem da embreagem, que se desgasta com o tempo e requerem maior tempo de inatividade do veículo para a sua manutenção. O retardador hidráulico da T270 reduz ainda mais o tempo de inatividade, aumentando em até quatro vezes a vida útil dos freios.

Durante o processo de desenvolvimento do ônibus, a parceria entre a Mercedes-Benz e Allison destacou as vantagens operacionais e econômicas alcançadas no período de testes. O veículo foi utilizado pela Nueva Metropol na rota entre José C. Paz e Saavedra e após 168.000 km rodados, suas lonas dos freios traseiros ainda tinham 1,3 mm de material frenante. Para percorrer essa mesma distância, uma versão com transmissão manual teria feito os seguintes trabalhos de manutenção: seis trocas de lonas e duas trocas de tambor para os freios traseiros, duas trocas de embreagem e cinco trocas de óleo lubrificante.

Ainda, de acordo com a Allison, considerando os custos estruturais, de pessoal, de logística e de peças para uma frota, a manutenção entre um ônibus equipado com uma transmissão manual comparada com um que tem transmissão  automática com retardador é significativa: os automáticos geram economias anuais de US$ 4.277 por unidade, o equivalente a US$ 25.662 em seis anos – ou mais de US$ 2,5 milhões para uma frota de 100 unidades.

Imagens – Divulgação