Transportadora carioca interrompe sua operação

Tradicional empresa de ônibus urbano do Rio de Janeiro, a Transporte São Silvestre é mais uma vítima da crise financeira que atinge o sistema de transporte coletivo da capital fluminense.

De acordo com o Rio Ônibus, entidade que congrega as operadoras de ônibus da cidade, desde o início de 2017, há um alerta para as consequências do congelamento da tarifa, decidido pela prefeitura carioca em janeiro do ano passado, e das duas reduções no valor da passagem, determinadas pela Justiça. A São Silvestre, que vinha tentando manter a operação desde o início de dezembro, operava 15 linhas entre a Zona Sul e o Centro e empregava mais de 500 rodoviários.

Em nota, o sindicato enfatiza que a defasagem da tarifa tem acentuado a crise do sistema de ônibus do Rio. Sem o reajuste, previsto no contrato de concessão, as empresas perdem gradativamente a capacidade de investir em manutenção e renovação da frota, além de enfrentarem dificuldades para cumprir com obrigações trabalhistas. Atualmente, 12 empresas enfrentam sérias dificuldades financeiras em razão da crise. Juntas, elas empregam cerca de sete mil trabalhadores e operam 114 linhas.

Ainda, conforme o Rio Ônibus menciona, em 2017, outras seis empresas enfrentaram paralisações de rodoviários por conta das dificuldades de pagamento de salários e do 13º. Além da São Silvestre e da Santa Maria, seis empresas pararam de rodar na cidade do Rio desde 2015: Algarve, Andorinha, Bangu, Rio Rotas, Top Rio e Translitorânea. Ao todo, mais de 2,4 mil rodoviários foram demitidos, informou o sindicato.

Como se vê, a falta de seriedade no trato para com o transporte público por parte das gestões municipais, tem levado à solvência os sistemas tão importantes para o desenvolvimento urbano, como é o caso do ônibus.

Imagem – Arquivo AutoBus