Crescimento em meio a obstáculos

Apesar da crise do mercado brasileiro de ônibus, a encarroçadora gaúcha Marcopolo divulgou seus números referentes ao terceiro trimestre de 2017, com um crescimento de 4% em sua receita líquida (R$ 736,8 milhões), em relação ao mesmo período do ano passado. Em nota, a empresa destaca que no acumulado dos nove meses do ano ela ampliou sua receita em 15,7% e alcançou R$ 2,032 bilhões, contra R$ 1,756 bilhão, no mesmo período de 2016.

O diretor-geral Francisco Gomes Neto, comentou que o desempenho somente pode ser alcançado pelas ações adotadas imediatamente após o incêndio ocorrido e pelo empenho e dedicação dos colaboradores, e apoio de parceiros e fornecedores, que permitiram minimizar os impactos na produção e no atendimento dos pedidos dos clientes. “A adoção do plano de retomada, associado à utilização da metodologia LEAN, contribuiu para uma recuperação mais rápida do inicialmente previsto, com menor custo e maior eficiência”, ressaltou.

A receita doméstica foi outro fator positivo no período, com crescimento de 89,2% na comparação com o ano passado, impulsionada, segundo a Marcopolo, especialmente pelo maior faturamento de rodoviários, 270,1% superior ao do mesmo período de 2016, que demonstram a gradual recuperação do mercado brasileiro. O segmento alcançou a produção de 508 unidades, volume 109,9% superior ao do mesmo período de 2016, apesar da menor produção em setembro em razão da paralisação.

A referida paralisação foi em decorrência a um incêndio ocorrido no início de setembro na fábrica de Plásticos, localizada em Caxias do Sul, forçou a empresa a paralisar, por duas semanas, sua produção na unidade de Ana Rech e, por uma semana, na unidade Planalto, responsáveis por mais de 60% da produção da empresa no Brasil.

Quanto ao mercado de ônibus urbanos, a Marcopolo informou que o processo de renovação de frotas está sendo retomado e o programa federal Refrota, que experimentou entraves burocráticos, começou a destravar com os pedidos de financiamento em andamento, mesmo que de forma morosa. No acumulado do ano ela manteve o seu crescimento e produziu, por aqui, 5.916 carroçarias, contra 4.879 registradas nos primeiros nove meses de 2016 (aumento de 21,3%).

Em todo o mundo, a companhia fabricou 7.480 unidades contra 6.114, em 2016, com aumento de 22,3%. Suas unidades no exterior também alcançaram melhores resultados, como as controladas Polomex (México) e Volgren (Austrália), e as coligadas Metalpar/Metalsur (Argentina) e TMML (Índia).

Imagem – Divulgação