O combustível da transição energética

O gás natural tem sua presença garantida nos sistemas de transporte urbano da Europa há um bom tempo. E vem ganhando corpo com o empenho das prinicpais fabricantes de veículos comerciais daquele continente ao apresentarem modelos de ônibus e caminhões dotados de propulsores cada vez mais modernos e em sintonia com o meio ambiente. Outro aspecto refere-se a possibilidade do gás natural ser utilizado em paralalelo com o biogás, resultante das transformações de resíduos.

Cabe o destaque ao incentivo à políticas públicas que proporcionam seu uso em larga escala, contribuindo com a mobilidade urbana sustentável em diversas cidades europeias. Apesar do gás natural ser de origem fóssil, seus índices de emissões são bem menores e vantajosos em relação ao motor movido a diesel, sendo uma transição para as formas totalmente limpas das trações dos ônibus urbanos do futuro. Já o biogás, oriundo de várias fontes, como o lodo sanitário, dos lixões e de dejetos animais, tem uma capacidade muito interessante em resolver os problemas ocasionados pelos restos de culturas vegetais, criação de animais, aterros sanitários e tratamento do esgoto urbano.

A busca por combustíveis alternativos, eficientes e limpos, para a matriz energética do transporte coletivo passa pelas duas opções citadas acima. Exemplo disso é a capital francesa, Paris, que anunciou há pouco tempo o seu plano audacioso BUS 2025, para substituir sua frota atual de ônibus urbanos movida a diesel por tecnologias de baixo ou nenhum impacto negativo ao meio ambiente. Nesse contexto, a cidade, por meio de sua operadora estatal do transporte público (RATP), escolheu a montadora Iveco Bus para o fornecimento de até 200 ônibus movidos a gás entre os anos de 2017 e 2021.

Foto ilustrativa (Iveco)