Nova versão de ônibus elétrico

A Eletra, fabricante brasileira de ônibus elétricos, apresentou durante o 13° Salão Latino-Americano de Veículos Híbridos-Elétricos uma nova versão de seu modelo Dual Bus, agora com 13,20 metros de comprimento dispondo de duas tecnologias de tração com o mesmo desempenho operacional – elétrico híbrido e deslocamento só com baterias por 20 quilômetros. O veículo é tracionado apenas pelo motor elétrico e a eletricidade vem de um banco de baterias e de um motor gerador, que só é usado para produção de energia (e não para tracionar o ônibus), sendo um propulsor a diesel menor que o modelo convencional, trabalhando em regime estacionário. O resultado, segundo a Eletra, é uma diminuição de emissão de poluentes, que chega a 95% de material particulado em comparação com um ônibus a diesel comum.

Segundo Iêda Alves Oliveira, diretora da Eletra, o objetivo da fabricante é mostrar ao mercado um modelo inovador, diferentemente do modelo articulado, já apresentado, com dimensões menores, de 13,20 metros de comprimento. “A possibilidade de o mesmo ônibus operar como elétrico híbrido ou elétrico puro agrega vários benefícios para a operação, pois com a mesma frota é possível atender vários sistemas. Além disso, a matriz energética pode ser modificada de acordo com a evolução da tecnologia de geração e armazenamento ou mesmo dos custos envolvidos”, explicou a executiva.

A configuração técnica do modelo adota um motor elétrico desenvolvido pela marca WEG e o motor gerador formado por um propulsor a diesel OM 924 Euro V da montadora Mercedes-Benz, além de um gerador fabricado pela WEG. Ele ainda com um avançado conjunto de 193 baterias de lítio, ligadas em série, instaladas em quatro compartimentos sobre a capota. “O modelo híbrido traz ainda a vantagem de reduzir significativamente a emissão de poluentes e pode chegar a zero na operação com o motor-gerador desligado. O consumo de combustível na versão hibrida tem redução de 28%. E como elétrico puro, além de emissão ZERO, consome 33% menos energia, pela eficiência na frenagem regenerativa”, observou Iêda.

Imagem – Divulgação