Conexão Mobilidade

A quem interessa a desinformação

Em meados de março, a imprensa noticiou uma informação vazada pelo Tribunal de Contas do Município de São Paulo – TCM sobre irregularidades contratuais praticadas por dois consórcios de empresas que operam o sistema de transporte por ônibus em São Paulo. A notícia ganhou destaque não pelo conteúdo da análise realizada pelos técnicos da mencionada Egrégia Corte de Contas do Município; mas, pelo valor de R$ 1 bilhão que, segundo a decisão dos Conselheiros do Tribunal, deverá ser devolvido aos cofres públicos pelas empresas que compõem os dois consórcios. No começo de abril, mais um jornal de grande circulação, em seu editorial, também repercutiu a decisão do
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Ônibus é do Brasil

O portal do jornal Folha de São Paulo, há alguns dias, mostrou que o prefeito paulistano João Dória se deslocou até Seul, capital da Coréia do Sul, para conhecer, dentre outras coisas, como funciona o sistema de ônibus urbano local. Nunca é demais ter o conhecimento do que bem funciona, com benefícios operacionais, viabilidade econômica e eficiência em métodos e sistemas. Mas, convenhamos, será que é preciso mesmo importar experiências de sucesso vistas em cidades e países desenvolvidos e compromissados com uma mobilidade urbana moderna, sendo que o mundo do ônibus é muito bem conhecido aqui mesmo, em nossas plagas, onde podemos afirmar que detemos a capacidade
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*Opinião – Pela norma Euro 6 já

Os atuais ônibus brasileiros equipados com motores dotados da tecnologia Euro 5 são mais caros, cerca de 15 a 20%, em função da tecnologia SCR (reator de ureia para redução de NOx - óxido de nitrogênio), que segundo os especialistas, não funciona bem em operação urbana por causa da baixa temperatura dos gases de escape. Só funciona adequadamente nos testes de laboratório e em regime de altas cargas e velocidades. Trata-se de um fracasso da regulamentação Euro 5 em todo mundo, não só no Brasil, comprovado por medições na rua. Santiago do Chile decidiu pela adoção da norma Euro 6 nos ônibus novos desde 2016, sem passar
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Mudanças de paradigmas

Crescimento desordenado, carência de políticas públicas que facilitem o deslocamento das pessoas, trânsito caótico, poluição e ineficiência dos serviços de transportes são alguns aspectos enraizados na maioria das cidades brasileiras. Nesse contexto, urge transformações para se alcançar um novo modelo de urbanidade. O caráter de habitalidade com dignidade só será possível se os desafios atuais forem vencidos com uma estratégia que inclui novos hábitos cotidianos, como a mobilidade sustentável e uma urbanização menos dependente do automóvel e construída para as pessoas. Porém, a falta de compromisso dos gestores públicos municipais para com os ideais de cidades inteligentes e inclusivas não permitiu avanços significativos em todas as áreas
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